segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sem rumo, ela pegou uma mochila e à encheu com tudo que havia de mais bonito, sincero, e simples, (bagagens desnecessárias, lhe causariam pesos desnecessários),contou os passos, contou também estrelas, contou quantas vezes o sol se deitava e quantas vezes a lua era capaz de iluminar o seu andar, ela já não tinha nada mais a perder. Pegou sem medo uma nova estrada, novos canteiros para espichar-se. Não era mais preciso correr frente ao tempo, e nem lembrar-se a todo tempo que haviam cicatrizes em seu peito; era apenas ela e o nada, ela e o todo. Apaixonou-se a cada 1/4 de tempo pelos detalhes à ela proporcionados. Estampou sorrisos e provou do desconhecido. Sentido o gosto amargo que a saudade lhe causava escorou-se nas lembranças. Segundos, minutos e horas, se confundiam entre si, resolvendo então parar, afinal quantos segundos cabem mesmo em uma hora pra quem não tem medo do amanhã? Sentiu um alivio, quando descobriu que ela podia tudo, bastava apenas ela acreditar e permitir.

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