quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Porque ele oscilava o tempo todo entre o não e o sim;
se mostrava e ao mesmo tempo se escondia;
era frio e calor em uma única pessoa.
Ele era palavra, em momentos monossilábicas e em outros proparoxítonas;
era incógnita e segundos depois ele era dois mais dois;
era chuva e sol, ora mostrando arco íris e desabrochando a esperança de haver um tesouro no final da unção das cores, ora misto de indecisão não sabendo se esfriava ou se aquecia.
Ele era música da qual eu nunca sabia se seus acordes seriam em si menor ou em fá sustenido;
era passado e futuro unindo os dois pra descrever o presente;
era cerveja gelada ou vinho, mas não dava ao certo pra dizer em qual ocasião cairia melhor.
Ele conseguia ser amor e dor, mesclando os dois e ocultando os dois;
era doçura e medo,
em dias ele era estrada e em outros, era mero passageiro.
Ele conseguia ser multidão e solidão;
era busca e as vezes ele era a fuga dele mesmo;
marcava e as vezes esquecia da capacidade que tinha de marcar,
Ele se fazia pai, filho, irmão, amante, prazer e amizade, pra que todos à sua volta pudessem ter coisas que ele não tinha;
era e tinha a risada disfarçada.
Ele era grande em dias que a vontade de ser pequeno reinava;
era estrela, mas era tão difícil saber quando era do céu ou do mar.
Ele era detalhes, sem saber o quanto o observavam e o quanto fazia diferença.
Ele se perdia dentro de varias paixões, mas nunca demostrava quando era amor,
era liberdade e ciúmes, ora prendia, ora soltava.
Ele era jogo e era realidade e isso eu não soube dizer ao certo quando jogo era jogo ou quando realidade era realidade.
Ele conhecia as mais lindas palavras,
e seu dom comumente encobria seu medo.
Ele sempre escondia suas dúvidas com afirmativas sólidas;
ocultava suas próprias características, e dentro de si, ouvia a voz da solidão gritando para que permitisse que alguém persistisse o tempo necessário para desvenda-lo;
era saudade e vontade
Era era meu tudo e meu nada.
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