quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Um tal de ano novo pediu-me para que eu o aceitasse de bom grado e que até sorrisse e revigorasse minha esperança assim que ele chegasse; para que o fizesse de boa maneira, arrumasse a casa,colocasse roupas novas no guarda-roupa, reunisse os amigos, a família e os amores secretos; seriam as melhores pessoas, as melhores bebidas e as melhores comidas. Minutos antes de este tal ano novo chegar, o acaso me trouxe um simples bilhete, onde dizia que o ano novo é espaçoso, grandioso, e principalmente exclusivo, e que para sua chegada fosse triunfal eu precisar me desapegar de tudo que não me pertencia mais, à sorrisos passados, lutas passadas, amigos passados, amores passados, saudades passadas, histórias passadas, medos passados e tentativas passadas. Vieram fogos de artifícios para um ano que comportará também 365 tipos de emoção. Abraços? Quem sabe abraços! Palavras mordazes, acabei jogando ao vento e espero que elas se percam na trajetória de volta, e espero também que ninguém às encontre. Nunca. Limpei a alma, esvaziei o coração, troquei os livros da estante e também os portas-retratos que ficam ao lado da tv. Tava na hora de revolucionar conceitos, estabelecer metas, deixar a saudade ser dona de novas lembranças, viajar na conciência, sentir, ouvir e pensar. Trocar aquele dvd que rodava à tempos no leitor e assim poder dar uma chance ao ato de permitir-me. O tal do ano novo chegou, e me trouxe de presente 365 novas oportunidades. Obrigada 2013, e seja muito bem vindo.
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